Especialistas discutem o que está sendo feito para coibir a má conduta científica
20 de julho de 2017 | Agência FAPESP

O número de artigos científicos publicados mundialmente em revistas indexadas pelo PubMed na área de ciências biomédicas que tiveram que sofrer retratação por suspeita de fraude aumentou 10 vezes nas últimas quatro décadas, apontou um estudo publicado em 2012 na revista Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America (PNAS), da Academia de Ciências dos Estados Unidos.

A quantidade de iniciativas lançadas por universidades, instituições de pesquisa, revistas científicas e agências de fomento em diferentes partes do mundo para coibir a má conduta científica, contudo, também tem aumentado nos últimos anos – o que demonstra que o sistema de produção do conhecimento tem se movido para coibir a má conduta científica.

A avaliação foi feita por participantes de uma mesa-redonda sobre ética na ciência promovida pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação –São Paulo (DWIH-SP) na segunda-feira (17/07), na 69ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Com o tema “Inovação – Diversidade – Transformações”, o evento, que ocorre até o próximo sábado (22/07) no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), reúne pesquisadores do Brasil e do exterior e gestores do sistema nacional de ciência e tecnologia.

“Temos visto que os pesquisadores e as instituições têm sido proativos e estão bastante inclinados a desenvolver mecanismos para coibir a má conduta científica, como novas políticas editoriais para publicação de artigos e para reprodutibilidade de dados de pesquisas” disse Sonia Maria Ramos de Vasconcelos, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Essas iniciativas são crescentes e as instituições de pesquisa têm o dever de acompanhar a discussão sobre boas práticas científicas, monitorar os problemas e solucioná-los com transparência, para que a sociedade saiba que problemas existem, mas que o sistema tem tentado se organizar da melhor maneira para resolvê-los", indicou.

Na avaliação da pesquisadora, a discussão sobre má conduta científica tem ganhado maior fôlego à medida que as instituições envolvidas na produção e difusão do conhecimento têm sido cobradas a assumir maiores responsabilidades nesse campo.

Um dos desdobramentos da maior preocupação das instituições com a ética na ciência e do aumento da sensibilidade dos pesquisadores para esse tema é a forma como o artigo científico tem sido concebido hoje e como a revisão dos dados de pesquisa vem sendo administrada pela própria comunidade científica, avaliou.

“O peer review [revisão por pares] dos artigos científicos, após a publicação, tem se tornado cada vez mais intenso, de modo a manter a confiabilidade nos dados científicos. E se, por exemplo, a correção da literatura científica, por meio de artigos retratados, tem crescido, é um sinal de que o processo de autorregulação da ciência tem caminhado, com todas as dificuldades naturais do sistema, para se organizar e solucionar os problemas”, avaliou.

Educação e prevenção

A questão da ética na ciência, contudo, só tem entrado na pauta das universidades e instituições de pesquisa quando surge algum escândalo na imprensa, apontou Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP.

"São raras as vezes que as universidades e instituições de pesquisa promovem um workshop para promover boas práticas em pesquisa", disse.

"A FAPESP quer que as universidades e instituições de pesquisa de São Paulo façam isso todos os semestres, para falar sobre o assunto com estudantes, pesquisadores e todas as pessoas envolvidas com a atividade de pesquisa. É preciso conversar sobre um tema que não deve ser varrido para debaixo do tapete. Ele tem que estar no centro da sala do mundo da pesquisa", avaliou.

A fim de estimular as universidades e instituições de pesquisa paulistas a tratarem desse assunto mais frequentemente com seus pesquisadores – que, juntos, publicam uma quantidade de artigos científicos maior do que qualquer país da América Latina –, a FAPESP lançou em 2011 um Código de Boas Práticas Científicas.

Publicado após três anos de debates e consultas a entidades como a SBPC e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), o Código se assenta em três pilares: educação, prevenção e a investigação e sanção justa e rigorosa.

Desses três elementos, os dois primeiros deveriam ser mais importantes e tratados com maior afinco pelas universidades e instituições de pesquisa no Brasil, avaliou Brito Cruz.

"Deveria ser gasto muito mais tempo em educação e prevenção do que com a investigação e sanção de casos de má conduta científica. Só que a maioria das instituições de pesquisa no Brasil trata do terceiro pilar – sanção justa e rigorosa – e quando aparece a notícia no jornal", afirmou.

"É preciso inverter essa equação. É necessário promover a educação e prevenção para evitar ter casos que precisem ser investigados e aplicar sanções", avaliou Brito Cruz, que também participou de outra mesa-redonda sobre educação superior para o mundo contemporâneo.

Exemplos internacionais

A Alemanha e o Japão, dois dos cinco países apontados pelo estudo publicado na PNAS como os mais afetados pelo aumento do número de artigos científicos retratados na área de ciências biomédicas – atrás apenas dos EUA e à frente da China e os do Reino Unido –, também têm se mobilizado para coibir a má conduta científica entre seus pesquisadores.

Em razão de uma série de casos de fabricação e falsificação de dados de pesquisa por pesquisadores japoneses que começaram a surgir em 2014, o Science Council of Japan (SCJ) lançou no final de 2013 várias medidas para prevenir a fraude em atividades de pesquisa e de ações de correção para melhorar a integridade da ciência produzida pelo país.

E em 2014, o ministro da Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia daquele país revisou as diretrizes para responder à má conduta científica de pesquisadores japoneses, contou Satoru Ohtake, da Agência Japonesa de Ciência e Tecnologia (JST, na sigla em inglês).

"A integridade científica é importante para manter o ambiente de pesquisa saudável e assegurar o progresso da ciência, de modo que ela produza seus efeitos e seja convincente. Além disso, assegura a confiabilidade das sociedades nos cientistas", avaliou.

Por sua vez, as instituições de amparo à pesquisa na Alemanha, como a Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG, na sigla em alemão), tem criado uma série de medidas para fortalecer as boas práticas científicas entre os pesquisadores alemães, contou Jens Ried, diretor do Centro de Gestão, Tecnologia e Sociedade da Friedrich-Alexander-Universität (FAU), de Erlangen-Nuremberg.

Entre elas, a instituição da figura de um ombudsman, com o qual os pesquisadores podem se consultar sobre o assunto.

"A ciência baseia-se na integridade. Este é um dos princípios mais fundamentais da boa prática científica e da pesquisa, em geral. É obrigação de cada cientista garanti-la", disse Ried.

Fonte: Agência.fapesp.br

Universidades brasileiras contra o plágio
Julho de 2017 | Revista Pesquisa

Algumas das maiores universidades brasileiras se mobilizam para coibir o plágio em trabalhos acadêmicos de estudantes e professores. Em março, a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) lançou uma campanha com peças publicitárias que exibem frases como “troquei seis por meia dúzia”, “aproveitei só um pedacinho do texto” e “só usei uma vez essa imagem”. “São expressões frequentemente utilizadas pelos alunos para justificar a prática. Adotamos uma linguagem simples e direta para mostrar aos estudantes que plágio é crime”, diz José Ricardo Bergmann, vice-reitor da PUC-Rio. Ele explica que o esforço da instituição não se restringirá aos cartazes. “Até o final do ano, serão realizados seminários e debates para esclarecer dúvidas a partir de casos concretos.”

Para Bergmann, programas educativos devem ser o foco da estratégia para promover a integridade científica, mas diz que é preciso se preparar para agir diante de problemas concretos. Ele ainda faz um alerta: “O plágio pode ser fruto de má-fé, mas muitas vezes ocorre por falta de preparo do aluno, que não sabe como fazer citações e referências nem compreende bem o conceito de autoria.”

Na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, um estudante de mestrado da área de biologia também teve a dissertação cancelada, pois havia utilizado dados levantados por um colega de laboratório sem dar os créditos. “O aluno justificou que não sabia que estava cometendo plágio”, relata Carlos Gilberto Carlotti Junior, pró-reitor de Pós-graduação da USP. A universidade concede mais de 7 mil títulos de mestrado e doutorado por ano e, até recentemente, recorria a uma série de ferramentas e sites gratuitos para monitorar o plágio entre seus alunos.

No início do ano, a USP reforçou essa estratégia adquirindo o software Turnitin, criado em 1998 na Universidade da Califórnia, Berkeley, nos Estados Unidos. Utilizado em cerca de 15 mil instituições de ensino de 150 países, o programa gera um relatório que aponta o percentual de similaridade de determinado texto comparando-o com uma ampla base de dados composta por 62 bilhões de páginas da internet, 697 milhões de trabalhos produzidos por alunos e 175 milhões de monografias, livros e artigos científicos. Além de serviços pagos como o Turnitin e seu principal concorrente, o CheckForPlagiarism.net, existem softwares gratuitos, como o Plagiarism Detector e o Duplichecker. O Turnitin e o CheckForPlagiarism.net fazem varreduras não só em documentos disponíveis na internet, mas também em bases de dados próprias.

Na USP, a ferramenta Turnitin é gerenciada pelo Departamento Técnico do Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi), que oferece o serviço aos professores credenciados na pós-graduação. “O uso do software busca ajudar o professor e complementar seus esforços para assegurar a qualidade de um trabalho acadêmico. É papel do orientador acompanhar o projeto do aluno e identificar falhas”, explica Carlotti.

Substituição por sinônimos

O programa é eficiente, mas não resolve sozinho o problema. Carlos Frederico de Oliveira Graeff, pró-reitor de Pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), instituição que também utiliza o software, adverte que o Turnitin tem limitações. “Por exemplo, trechos copiados de outro colega ou de livros que não estejam disponíveis na internet não podem ser detectados”, conta. Segundo ele, a intenção também é usar o Turnitin para embasar discussões em sala de aula. “Muitos alunos pensam que o plágio se limita a copiar um trecho de um texto sem dar créditos ao autor. Mas copiar um texto substituindo algumas palavras pelo sinônimo também é plágio, como o software é capaz de apontar.”

Em 2015, a Turnitin divulgou uma pesquisa que realizou com 1.437 estudantes de ensino médio, graduação e pós-graduação de todos os continentes. Identificou-se que metade dos trabalhos acadêmicos verificados pelo software tinha mais de 50% de conteúdo não original. Recentemente, a Unesp fez um balanço do uso do Turnitin na instituição. Das 3 mil teses e dissertações defendidas em 2014, 23% continham algum trecho copiado sem dar crédito à fonte original. Esse percentual caiu para 13% em 2016. “Ao saberem que os trabalhos são submetidos a uma verificação, os alunos provavelmente estão pensando duas vezes antes de copiar”, supõe Graeff.

Há consenso entre especialistas e gestores acadêmicos de que o problema tem origem no início da formação do aluno, sobretudo a partir do ensino médio. Resultados parciais de um estudo coordenado por Sonia Vasconcelos, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), publicado este ano nos Anais da Academia Brasileira de Ciências, incluiu uma pesquisa com 42 professores do ensino médio de biologia, química e física de um colégio federal no Rio de Janeiro. Os resultados mostram que, para 41% dos professores, os alunos não cometem plágio quando citam a fonte na bibliografia, mas copiam parte do texto sem fazer uso de aspas ou indicar que o trecho foi retirado de outra obra. Isso sugere, segundo o estudo, que boa parte dos professores tem dúvidas sobre o conceito de plágio. Observou-se ainda que 50% dos docentes entrevistados disseram que nunca ou raramente receberam orientações sobre plágio enquanto cursavam a graduação. A UFRJ é pioneira na criação de programas de integridade científica no Brasil (ver Pesquisa FAPESP nº 233) e em 2014 disponibilizou a utilização do Turnitin para detectar plágio em trabalhos de alunos. O software deixou de ser oferecido aos docentes devido a cortes no orçamento da instituição.

“Com o avanço das mídias digitais nas últimas décadas, o aluno que acaba de entrar na universidade infelizmente está bastante habituado a consultar o Google para fazer trabalhos escolares”, avalia Esper Cavalheiro, pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “É preciso enfrentar esse problema desde cedo na escola, caso contrário a prática continuará causando problemas na graduação.” A universidade criou recentemente uma Comissão de Integridade Acadêmica, que, entre outras atividades, desenvolve programas educativos para combater o plágio. Um curso on-line para alunos de graduação e pós-graduação deverá ser oferecido em breve. “A ideia é que todo aluno que ingressar na Unifesp, especialmente aquele que acabou de deixar o ensino médio, seja obrigado a passar pelo treinamento”, informa Cavalheiro.

Fonte: Revista.pesquisa.fapesp

A importância de dar um passo adiante
Revista Pesquisa Fapesp

As Academias Nacionais de Ciências, Engenharia e Medicina dos Estados Unidos lançaram um relatório no dia 11 de abril em que convocam a comunidade científica norte-americana a aperfeiçoar, de modo coordenado e coletivo, suas práticas e políticas relacionadas à integridade na pesquisa, investigando de modo sistemático todos os indícios de má conduta e lançando ações educativas eficazes que atinjam desde estudantes de graduação até líderes de grupos de pesquisa. Intitulado Promovendo a integridade na pesquisa, o documento tem 285 páginas e faz 11 recomendações (ver quadro). Em comum, as sugestões partem da premissa de que o esforço atual para sustentar um ambiente científico mais transparente e ético não tem sido suficiente – uma evidência disso seria a disseminação de desvios, que em alguns casos demoraram muitos anos para serem detectados, e de artigos científicos retratados nos últimos tempos.

Os 13 pesquisadores que produziram o relatório propõem que sejam dados passos adiante. A primeira recomendação da lista resume essa preocupação e sugere que todos os atores envolvidos na atividade de pesquisa – cientistas, universidades, agências, sociedades e editoras científicas – ampliem e atualizem suas práticas e estratégias para responder aos riscos identificados no relatório. “Evidências acumuladas nas últimas décadas e particularmente nos últimos anos indicam fortemente que o fracasso em definir e dar respostas enfáticas à má conduta científica constitui ameaça significativa à atividade de pesquisa”, alerta o documento.

O texto também aconselha ações coordenadas contra problemas que já são enfrentados, mas não ainda de modo eficiente. Um deles é a recomendação para que cada uma das sociedades científicas estabeleça regras claras e específicas relacionadas à atribuição de autoria em artigos científicos. De acordo com o relatório, as convenções relacionadas a esse assunto são hoje definidas de forma ainda descentralizada e variam entre instituições e periódicos. Estabelecer parâmetros comuns para cada disciplina ajudaria a orientar decisões corretas em laboratórios e no âmbito de colaborações científicas. O texto reitera que deve ser condenada de modo enfático a inclusão, no rol de autores, de indivíduos que não fizeram contribuições intelectuais significativas para o artigo científico.

Outra recomendação de destaque é a criação de um grande conselho consultivo independente e sem vínculos com o governo, formado por representantes de universidades e organizações de pesquisa. As funções do órgão não seriam executivas nem investigativas – a ideia é criar uma caixa de ressonância capaz de refletir sobre os problemas, mediar divergências e dar orientação para as instituições científicas, principalmente as de menor porte. Segundo o bioengenheiro Robert Nerem, presidente do comitê que produziu o relatório e professor emérito do Instituto de Tecnologia da Geórgia, é hora de criar uma instância que garanta a autorregulação das instituições científicas, antes que o Congresso norte-americano, que na legislatura atual tem emitido alguns sinais de hostilidade ao mundo da ciência, resolva criar novas leis sobre integridade científica. “Alguns legisladores são campeões em assuntos de pesquisa, mas eu fico muito desconfiado sobre o que poderá sair dali. Não creio que o Congresso vá considerar os melhores interesses da ciência”, disse Nerem à revista Science.

O relatório faz críticas a iniciativas no campo da educação talhadas para cumprir obrigações legais, mas que seriam insuficientes para produzir resultados concretos, como o treinamento on-line envolvendo temas de integridade científica. Também considera que várias instituições têm sido débeis no enfrentamento de casos de má conduta. Num apêndice, alguns escândalos recentes são analisados, entre os quais um que envolveu dois pesquisadores da Universidade de Duke: Anil Potti e Joseph Nevins. Eles propuseram um método que seria capaz de predizer a evolução de pacientes com câncer pulmonar e uma técnica para prever qual quimioterapia seria mais eficaz em cada vítima de câncer de pulmão, de mama ou de ovário. Apesar do alerta de outros pesquisadores de que não foi possível reproduzir os resultados apresentados, a universidade se contentou com as explicações de Potti e Nevins e liberou ensaios clínicos com as técnicas em fevereiro de 2010. Meses mais tarde, Potti deixou a universidade, acusado de roubar dados de outros pesquisadores. “Não sei se Duke mudou suas práticas, mas não ficaria surpreso se esse problema se repetisse”, criticou Nerem. Segundo ele, a melhor forma de evitar incidentes desse tipo é transformar em prioridade o treinamento sobre má conduta em todas as instituições de pesquisa e universidades – e o conselho consultivo poderia ajudar nessa tarefa.

O comitê responsável pelo relatório começou a trabalhar em 2012, com o objetivo de atualizar um documento lançado há 25 anos pelas Academias Nacionais, intitulado Ciência responsável. Segundo Nerem, a ideia de apenas atualizar o texto foi abandonada após as primeiras reuniões. “Percebemos que o desafio era ter um novo olhar sobre a integridade científica”, contou o pesquisador, referindo-se às transformações que ocorreram no ambiente de pesquisa e no notável crescimento da produção científica nos últimos anos. Enquanto o texto anterior enfatizava a responsabilidade individual dos pesquisadores, o novo trata do conjunto das instituições científicas. “Em vez da narrativa da maçã podre, mudamos o foco para a cesta inteira das maçãs”, explicou a pesquisadora C. K. Gunsulus, membro do comitê e chefe do Centro Nacional de Ética Profissional e de Pesquisa da Universidade de Illinois, de acordo com o site de notícias NPR. 

O relatório de 1992 foi encomendado após a eclosão de uma série de escândalos e acelerou a criação do Escritório de Integridade Científica (ORI, em inglês), que consolidou duas estruturas já existentes. O ORI investiga acusações de má conduta em pesquisas biomédicas financiadas com recursos federais. A National Science Foundation (NSF), agência de fomento à pesquisa básica, também tem uma instância própria para julgar casos de má conduta entre os projetos que financia.

Fonte: Revistapesquisa

Should scientific misconduct be a crime?
14 de junho de 2017 | Times Higher Education

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2^4 de maio de 2017 | Chemistry World

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