UFMG e Butantan iniciam testes da vacina contra dengue em Minas

As vacinas serão aplicadas em 1.222 voluntários até agosto de 2017. Eles serão monitorados por cinco anos

Em parceria com a UFMG, os testes da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan começam em Minas Gerais amanhã, 6 de dezembro, às 10h, no Centro de Saúde Jardim Montanhês (rua Leopoldo Pereira, 407), Belo Horizonte.

As vacinas serão aplicadas em 1.222 voluntários até agosto de 2017. Eles serão monitorados por cinco anos. Do total de voluntários, dois terços receberão a vacina e um terço receberá placebo, que é uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Nem a equipe médica e nem o voluntário saberão quem vai receber a vacina e quem receberá o placebo. O objetivo é descobrir, a partir dos exames do material coletado desses voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e se quem tomou o placebo contraiu a doença.

Desde junho o Butantan está iniciando testes com voluntários de todas as regiões brasileiras, totalizando 17 mil voluntários de 13 cidades: Aracaju (SE), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), São José do Rio Preto (SP), São Paulo (SP), além de BH.

Financiamento

Sete projetos do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) relacionados à prevenção e ao combate ao vírus Zika e ao mosquito Aedes aegypti receberão financiamento do governo federal em 2017. As propostas, que correspondem a mais de 10% do total de aprovações, foram selecionadas em edital temático que pretende contribuir para o avanço do conhecimento científico e formulação de ações públicas que visem à melhoria das condições de saúde da população. A iniciativa é fruto de parceria do Ministério da Educação com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Para o coordenador do Núcleo de Pesquisa do ICB, Rodolfo Cordeiro Giunchetti, esse resultado é “especialmente importante em razão da relevância do tema e da falta de incentivo à pesquisa atualmente em nosso país”.

O professor Mauro Teixeira, um dos pesquisadores com projeto selecionado, destaca que a epidemia de Zika tem impactos socioeconômicos graves. Segundo ele, ainda se sabe pouco sobre o mecanismo de morte neuronal induzido pelo vírus. “O entendimento dessa doença passa pelo desenvolvimento de modelos experimentais de infecção por Zika”, explica.

Ascom – UFMG

Fonte: Jornal da Ciência