Especialista avalia mudanças na publicação de revistas científicas
02 de janeiro de 2017 | Agência FAPESP

Elton Alisson | Agência FAPESP – As revistas científicas têm passado por profundas mudanças em todo o mundo nos últimos anos com o intuito de aumentar a agilidade no processo de publicação – considerado ainda muito lento – e promover o acesso aberto, que ainda não avançou na velocidade desejada, entre outros objetivos, aponta Glenn Hampson, diretor executivo do National Science Communication Institute e do programa Open Scholarship Initiative, dos Estados Unidos.

Algumas das mudanças que têm ocorrido envolverão alterar o sistema atual a fim de utilizar ferramentas e abordagens de publicação mais modernas e irão requerer um esforço generalizado e coordenado dos editores, autores e de toda a comunidade científica, avaliou o especialista durante conferência a distância na VI Reunião Anual da Scientific Electronic Library On Line (SciELO) – financiada pela FAPESP –, realizada no dia 14 de dezembro, no auditório da Fundação.

“Não há muitas evidências de que os autores estão completamente de acordo com as reformas que têm ocorrido com as publicações científicas. Há muita angústia, ansiedade e desentendimentos”, afirmou Hampson.

“Precisamos garantir que o que estamos fazendo é para o benefício dos pesquisadores e da ciência”, apontou.

De acordo com o pesquisador, a publicação de revistas faz parte do grande e complexo ecossistema da comunicação científica, que é mal definido e tem evoluído por meio de uma variedade de esforços e iniciativas desconectadas.

Para algumas pessoas, comunicação científica significa ajudar os cientistas a se tornar melhores comunicadores e a falar mais claramente com a mídia e os legisladores.

Já para os profissionais da área acadêmica pode significar ajudar a gerir um repositório institucional ou permitir o acesso livre a publicações, exemplificou Hampson sobre a confusão em relação ao conceito.

“Diferentes partes interessadas em comunicação científica têm abordagens diferentes sobre o tema. Por isso foi fundado o National Science Communication Institute com o objetivo de definir a comunicação científica como uma área mais coerente”, explicou.

A área – que consiste na divulgação dos resultados de pesquisas à comunidade científica e ao público interessado, de forma a favorecer a criação e a disseminação de conhecimentos e da ciência – tem crescido e se transformado ao mesmo tempo em que se esforça para se ajustar e responder às atuais demandas de uma sociedade que tem criado mais informação do que nunca em sua história e se acostumado a acessá-las de forma gratuita e imediata.

Essas transformações têm ocorrido ao mesmo tempo em que a sociedade tem perdido a crença de que a ciência é imaculada e de que fornece respostas plenamente confiáveis, ponderou Hampson.

Uma vez que as revistas estão inseridas no processo de comunicação científica elas também precisam se transformar para responder a essas mudanças sociais, apontou o especialista.

“A transformação das publicações científicas dependerá, em grande parte, se e como poderão responder a essas forças sociais de forma rápida e abrangente e que faça sentido para os autores e para a ciência, além de para o mercado, os financiadores, os legisladores e para a comunicação da ciência, como um todo”, avaliou.

Na avaliação dele, as revistas científicas continuarão a desempenhar um papel importante de filtragem e chancela da ciência.

“Outras formas de publicações científicas continuarão a surgir e serão testadas”, estimou.

Desafios no Brasil

No Brasil, alguns desafios com os quais as revistas científicas têm se deparado são aumentar seus níveis de profissionalização, de internacionalização e sustentabilidade financeira, apontaram outros especialistas participantes do evento.

Do total de aproximadamente 430 revistas científicas existentes no país indexadas internacionalmente, 285 estão indexadas na base da SciELO, apontou Abel Packer, coordenador-geral da biblioteca científica on-line.

“Os periódicos das áreas da Saúde, Humanas, Sociais Aplicadas e Agrárias representam 84% da coleção brasileira na SciELO”, afirmou Packer.

A partir de 2017 todos os periódicos da SciELO deverão estar indexados no Directory of Open Acces Journal (DOAJ) – um diretório on-line que indexa e provê acesso a periódicos de acesso aberto de qualidade em todo o mundo.

“Essa nova indexação segue um critério internacional que está sendo usado e diferencia periódicos com acesso aberto predatórios e não predatórios”, explicou Packer, referindo-se a publicações que cobram taxas de processamento a partir da aceitação dos manuscritos.

Outra meta da SciELO para 2017 é diminuir o tempo para publicação de artigos nos periódicos integrantes da base – principalmente das áreas de Ciências Humanas e Agrárias.

“A proposta é que as áreas de Ciências Humanas e Agrárias diminuam o tempo de avaliação dos manuscritos e de editoração dos artigos aceitos para publicação para uma média de seis meses”, disse Packer durante o evento.

Com mais de 500 mil artigos indexados e publicados on-line em 2016, todos em acesso aberto, a SciELO abrange uma rede de coleções nacionais de periódicos que se estende por 15 países, a maioria da América Latina e do Caribe, além de Portugal, África do Sul e Espanha.

Desde sua criação, mais de 1.200 títulos foram indexados pela rede SciELO; destes, cerca de 1.000 continuam ativos, dos quais 285 são do Brasil.

“O SciELO é um projeto extremamente importante e tem um impacto extraordinário no aumento da visibilidade e da internacionalização da ciência brasileira”, disse Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente da FAPESP, na abertura do evento.  

Fonte: Agência FAPESP

O duelo dos mega-journals
Dezembro 2016 | Pesquisa FAPESP

Os mega-journals, revistas científicas que publicam um grande número de artigos em acesso aberto na internet, vivem um momento de ebulição. Em setembro, a liderança nesse nicho de periódicos mudou de mãos pela primeira vez, quando a Scientific Reports, lançada pelo grupo Springer Nature em 2011, publicou, no intervalo de 30 dias, um total de 1.940 papers. A revista superou a PLOS One, respeitada publicação lançada em 2006 pela organização sem fins lucrativos Public Library of Science (PLOS), que publicou 1.746 artigos em setembro. Em agosto, a PLOS One conseguira manter a dianteira por estreitos 40 artigos.

Ambas as publicações disseminam papers de um largo espectro de disciplinas, que incluem as ciências, as engenharias e a matemática, embora a PLOS One reúna um conjunto maior de artigos no campo das ciências da vida e a nova líder, no das ciências naturais. A ascensão da Scientific Reports é explicada por um conjunto de fatores. Uma das vantagens competitivas é o fator de impacto, indicador da repercussão da produção científica publicada. Atualmente, o índice é de 5,2. Significa que os artigos publicados na revista em 2013 e 2014 receberam, em média, 5,2 citações em outros papers em 2015. O índice parece baixo quando comparado a outros periódicos do grupo – o fator de impacto da Nature é de 38,1. Mas, na verdade, é um índice vigoroso para um tipo de revista que só existe na internet, publica uma grande massa de artigos e não exige que os autores apresentem novidades em seus manuscritos – basta que os dados sejam sólidos.

Já a PLOS One tem visto seu fator de impacto cair ao longo do tempo – hoje, o índice é de 3, ante 4,4 em 2010. Para a bióloga Véronique Kiermer, editora executiva das revistas PLOS, a importância do fator de impacto deve ser relativizada em uma categoria de revistas que publica artigos de áreas variadas, cada qual com uma tradição de citação, e é menos restritiva do que periódicos tradicionais, admitindo até mesmo papers sobre pesquisas que chegaram a resultados negativos ou inconclusivos. “Esse tipo de artigo recebe naturalmente poucas citações”, escreveu Kiermer no blog da PLOS em julho. Ela, contudo, defende a divulgação desse tipo de paper como forma de evitar a publicação de resultados parciais ou enviesados de pesquisas. O auge da PLOS One foi registrado no ano de 2013, quando publicou 31.509 artigos. Em 2015, o total anual foi 28.105.

Outro ponto do duelo entre as revistas tem a ver com a capacidade de publicar artigos rapidamente, qualidade muito valorizada por autores que recorrem aos mega-journals. Um estudo recente feito pelo especialista norte-americano em bibliometria Phil Davis comparou os prazos de aceitação e de publicação nos dois periódicos, depois de analisar um conjunto de 100 artigos de cada uma delas. O trâmite de um artigo na Scientific Reports, incluindo todas as etapas do processo de revisão por pares, demorou 99 dias, ante 132 na PLOS One. Depois que o artigo é aceito, a PLOS One publica mais rapidamente: em média em 19 dias, diante de 27 da concorrente. Mas, somando os dois prazos, a vantagem da Scientific Reports foi de 25 dias. Um estudo feito em 2013 por pesquisadores da Finlândia mostrou que o prazo de publicação em revistas científicas tradicionais oscila de nove a 18 meses, dependendo da área do conhecimento.

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Parques tecnológicos firmam parceria que permite intercâmbio de empresas
Dezembro 2016 | Jornal da Ciência

A parceria, inédita no País entre parques tecnológicos, foi assinada pelo Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Tecnopuc), e o Porto Digital, de Recife

Três parques tecnológicos brasileiros firmaram convênio que permitirá o intercâmbio entre empresas instaladas em seus ambientes de inovação, a partir da criação de um programa de soft landing, cujo objetivo é abrigar e prestar suporte temporário a empresas visitantes. A parceria, inédita no País entre parques tecnológicos, foi assinada pelo Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Parque Científico e Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Tecnopuc), e o Porto Digital, de Recife.

A gerente de Articulações do Parque Tecnológico da UFRJ, Lucimar Dantas, disse que poderão participar do projeto empresas residentes nesses ambientes, que podem ser tanto empresas de incubadoras, como startups (empresas recém criadas, ainda em fase de desenvolvimento e pesquisa de mercados) que estejam instaladas nos parques.

Ainda este mês, as três instituições farão uma chamada interna para identificar as empresas que têm interesse na mobilidade entre os ambientes. “Identificando a potencialidade e a necessidade de essa empresa aproveitar essa oportunidade, ela vai para esse ambiente destino por um tempo determinado. A gente está dizendo que é uma experiência, ou soft landing, temporário”, disse Lucimar. A expectativa é que ao final do período temporário dessa experiência, a empresa tenha mais facilidade para tomar uma decisão no sentido de expandir o negócio de forma definitiva.

Participação

A chamada ficará aberta durante 30 dias para a inscrição das empresas interessadas, que terão até fevereiro para se organizarem. No período de março a maio de 2017, as selecionadas vão efetivar sua participação no programa. O cronograma ocorrerá simultaneamente nas três instituições.

Foi acordado que, para esse primeiro ano do programa, participarão cinco empresas de cada parque. Os candidatos têm que apresentar motivação para participar do programa e o que esperam receber de apoio do parque destino. Lucimar Dantas informou que o parque, por sua vez, tem que estar apto para oferecer o que a empresa está demandando. “As conexões que o parque tem no local têm que dar liga às expectativas que a empresa espera da experiência no local”.

O convênio visa fortalecer a integração das empresas com os ambientes de inovação. “A gente espera que esse programa seja uma sementinha de uma expansão territorial dessas empresas”. Antes de a empresa pensar em partir para um processo de internacionalização, é importante experimentar outro local dentro do próprio país, disse a gerente do Parque Tecnológico da UFRJ. Para ela é o primeiro passo para uma expansão internacional e fortalece a gestão das empresas. “Há um amadurecimento para que a empresa possa dar esse passo”.

A ideia é expandir a parceria para outros estados. “A nossa intenção é que, para 2018, a gente amplie o número de ambientes pelo país. Quanto mais nacional for esse programa, melhor a gente vai poder atender às nossas empresas no sentido de fortalecer o desenvolvimento dos negócios que a gente apoia”.

Agência Brasil

Fonte: Jornal da Ciência

Sequência genética gera polêmica em reunião da ONU
Dezembro 2016 | Jornal da Ciência

O conflito, que tem potencial de implodir mecanismos de repartição de benefícios do uso da biodiversidade, opõe países desenvolvidos a países em desenvolvimento
O uso de dados disponíveis sobre sequências genéticas digitais de animais e plantas de países megadiversos como o Brasil produziu a maior controvérsia da Conferência sobre Diversidade Biológica, a COP 13, em Cancún (México). O conflito, que tem potencial de implodir mecanismos de repartição de benefícios do uso da biodiversidade, opõe países desenvolvidos a países em desenvolvimento na reunião promovida pela ONU.

Leia na íntegra: Valor Econômico

O Valor Econômico não autoriza a reprodução do seu conteúdo na íntegra para quem não é assinante.

Fonte: Jornal da Ciência

Fertilização com 3 DNAs para evitar doenças é legalizada no Reino Unido
Dezembro 2016 | Jornal da Ciência

Pela técnica, além de receber o DNA normalmente da mãe e do pai, o bebê também poderá receber uma pequena quantidade de DNA mitocondrial saudável de uma doadora

O Reino Unido tornou-se nesta quinta-feira, 15, o primeiro país a legalizar a fertilização in vitro de crianças com DNA de três pessoas para evitar doenças hereditárias graves. A licença concedida pela Autoridade para Fertilização e Embriologia Humana (HFEA, na sigla em inglês) rompeu o último obstáculo para aplicar a técnica contra doenças mitocondriais. Em 2015, o procedimento já havia sido aprovado pelo Parlamento britânico.

Veja o texto na íntegra: O Estado de S. Paulo

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Fonte: Jornal da Ciência

Mais vozes no debate
Dezembro 2016 | Pesquisa FAPESP

Cerca de 250 pessoas, entre estudantes, pesquisadores e gestores, participaram em Goiânia nos dias 17 e 18 de novembro do 4º Brispe (Brazilian Meeting on Research Integrity, Science and Publication Ethics), principal encontro sobre integridade científica do país. O evento, realizado no campus da Universidade Federal de Goiás (UFG), discutiu o papel de professores, editoras científicas e agências de fomento na promoção de uma cultura de integridade em universidades e instituições de pesquisa. Segundo Sonia Vasconcelos, professora do Programa de Educação, Gestão e Difusão em Biociências do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente do comitê organizador do evento, o tema reflete um dos grandes desafios para consolidar no país noções sobre conduta responsável na pesquisa: “É preciso fortalecer a confiança e a transparência na relação entre orientadores e alunos, autores e revisores, e pesquisadores e financiadores. As percepções sobre a conduta responsável na pesquisa nessas relações nem sempre são compartilhadas”.

O 1º e o 2º Brispe, realizados respectivamente em 2010 e 2012, tiveram como foco a promoção de boas práticas relacionadas à conduta de pesquisadores e à produção científica. Já a 3ª edição, sediada na FAPESP em 2014, abordou o papel das instituições em promover uma cultura de integridade (ver Pesquisa FAPESP nº 223). “Nos primeiros eventos, muitos participantes tomavam contato pela primeira vez com o tema. Agora, o conhecimento é maior e as discussões se sofisticam”, avalia Edson Watanabe, diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe) da UFRJ, que também presidiu a organização do evento. “Problemas relacionados à ética e à integridade estão sendo considerados quase ‘crimes’ e suas consequências são graves. Muita gente quer entender o problema para saber como se portar corretamente.”

Segundo os organizadores, em boa parte dos países há sinais de que a mobilização para estimular a integridade científica se dissemina por diversas áreas do conhecimento. “No Brasil, vimos isso refletido nas plenárias e nas sessões”, informa Sonia. “As questões não se concentravam em pesquisadores das áreas de saúde e biomédica, em que boa parte dessa discussão se iniciou, mas também vinham de vozes das ciências biológicas, humanas, sociais aplicadas e das engenharias.”

A candidatura da UFG para sediar o 4º Brispe foi vista como uma evidência de que a preocupação se espalha por outros lugares do país. Sheila Teles, coordenadora de pesquisa da universidade e presidente do comitê local do Brispe, conta que a instituição decidiu criar um grupo para formular e executar políticas de integridade científica ao conhecer a experiência pioneira da UFRJ e de sua Câmara Técnica de Ética em Pesquisa. “Tomamos contato com essa experiência no Brispe de 2014, em São Paulo”, diz Sheila. “Para a nossa universidade, sediar o 4º Brispe foi uma chance de discutir problemas reais, que muitas vezes ficam escondidos na experiência pessoal de cada um.” 

Um tema inovador foi o elo entre integridade científica e criatividade na produção do conhecimento. Os trabalhos que conquistaram o primeiro e o segundo lugar no concurso de pôsteres do Brispe abordam esse assunto. A bióloga Christiane Coelho Santos, professora de biologia do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, venceu o concurso com a apresentação de uma pesquisa sobre percepções de plágio entre alunos e professores do ensino médio, realizada para a tese de doutorado que defenderá em 2017 na UFRJ.

Uma amostra de 419 alunos e 42 professores de ensino médio do Colégio Pedro II participou da pesquisa sobre plágio e, posteriormente, de grupos de discussão sobre o assunto. “Todos concordaram que roubar uma ideia ou copiar um texto sem dar crédito é plágio. Mas surgiram discordâncias, por exemplo, em relação a uma prática comum em trabalhos escolares: copiar literalmente trechos inteiros de textos encontrados na internet, dando apenas um crédito tímido à origem da informação. Para muitos professores, é plágio. Já para os alunos, não é”, diz Christiane. Esse achado, segundo a pesquisadora, coloca uma questão incômoda para as escolas: a forma de ensinar e de avaliar o aprendizado favorece a criatividade dos estudantes ou estimula a imitação e a reprodução? “A maioria dos professores concorda que o ensino no Brasil não estimula a criatividade. Se essa é a realidade no ensino médio, como querer que o estudante se torne criativo quando chega à graduação?” A pesquisa de Christiane será ampliada para outros dois colégios do Rio.

O outro pôster premiado, de autoria de Rosemeire Amaral, aluna de mestrado da UFRJ e professora de ciências da rede pública municipal de Búzios, envolve a produção de um Livreto sobre o plágio na escola. Esse livreto foi idealizado a partir de oficinas realizadas com 38 professores de ciências, biologia, matemática, física, química e língua portuguesa, organizadas pela mestranda. Quando ficar pronto, o material será distribuído em escolas de municípios vizinhos. Rosemeire impressionou-se com as reflexões feitas pelos docentes nas oficinas. “Eles perceberam que o plágio está mais arraigado na escola do que imaginavam e muitos se dispuseram a mudar suas práticas na abordagem do problema.”

Fonte: Pesquisa FAPESP