Falta de cuidado em artigos de revisão
Setembro 2016 | Pesquisa FAPESP

Os artigos de revisão, aqueles trabalhos científicos que organizam dados da literatura existente em uma determinada área do conhecimento, nem sempre são escritos com o cuidado necessário para evitar a citação de papers com dados incorretos ou com suspeita de má conduta. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Suíça, França e Alemanha, publicado pela revista BMJ Open. Foram analisados 118 artigos de revisão publicados em 2013 em quatro periódicos da área médica: Annals of Internal Medicine, The British Medical Journal, The Journal of the American Medical Association e The Lancet.

Os pesquisadores investigaram se os autores haviam seguido seis procedimentos importantes para prevenir a inclusão de dados equivocados ou fraudados nos artigos de revisão. A conclusão é que em apenas metade dos trabalhos os autores adotaram três ou mais desses procedimentos capazes de detectar problemas.

Os procedimentos são os seguintes: cotejar resultados de papers citados com dados brutos de testes clínicos; entrar em contato com os responsáveis pelos artigos para ter acesso a resultados não publicados; avaliar se há publicações duplicadas sobre o mesmo achado; verificar se houve interferência dos patrocinadores nos artigos; analisar possíveis conflitos de interesse; e checar se as pesquisas descritas nos papers passaram por comitês de ética. Para verificar se as recomendações foram adotadas, os pesquisadores analisaram os artigos de revisão, em busca de relatos dos métodos utilizados, e entraram em contato com os autores para fazer perguntas adicionais.

O estudo observou que 11 dos 118 trabalhos de revisão não levaram em consideração nenhum dos procedimentos. Em 79 (66%), seus autores buscaram dados brutos; em 73 (62%), fez-se contato com autores dos papers originais; em 81 (69%), procuraram-se artigos duplicados e apenas em 5 (4%) foram analisados conflitos de interesse. Verificou-se também que somente três trabalhos de revisão (2,5%) checaram se os estudos revisados passaram por comitês de ética.

Os pesquisadores observaram que poucos autores de artigos de revisão denunciam sinais de má conduta que encontram durante a revisão da literatura. Sete autores admitiram ter incluído na revisão papers sobre os quais havia alguma suspeita, como sinais de plágio ou manipulação de imagens, mas apenas dois fizeram advertências no artigo de revisão. “Quando autores de revisão suspeitam de má conduta em algum artigo, parece que eles não sabem o que fazer com essa informação”, disse Nadia Elia, pesquisadora da Universidade de Genebra, na Suíça, e autora principal do estudo, ao site Retraction Watch.

Fonte: Pesquisa Fapesp

Anvisa abre consulta pública sobre lei que facilita importações e exportações de bens e produtos para pesquisa envolvendo seres humanos
23 de Setembro de 2016 | Jornal da Ciência

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para colaborações sobre nova proposta para a lei que dispõe sobre os procedimentos para a importação e exportação de bens e produtos destinados à pesquisa científica ou tecnológica e à pesquisa envolvendo seres humanos.

O objetivo da proposta é simplificar tais procedimentos e unificar os regulamentos existentes sobre o assunto – a Resolução RDC nº 01/2008 e o capítulo XIX da Resolução RDC nº 81/2008. Como novidade, a proposta permite, por exemplo, o licenciamento automático para a importação de amostras biológicas humanas destinadas à pesquisa científica ou tecnológica e à pesquisa envolvendo seres humanos, se vinculadas ao CNPq.

O projeto propõe também a revisão e o esclarecimento de termos utilizados, como o que é uma Instituição Científica e Tecnológica (ICT), o que é o pesquisador a quem o texto se refere, o que é credenciamento (que é o ato pelo qual o CNPq autoriza o pesquisador ou ICT a importar), etc.

As contribuições podem ser enviadas até o dia 8 de outubro de 2016.

O link para acesso e contribuição/sugestões é o seguinte: http://portal.anvisa.gov.br/consultas-publicas#/visualizar/321590.

Veja aqui o texto completo sobre a proposta.

Fonte: Jornal da Ciência

ICB-USP cria Código e Escritório de Boas Práticas Científicas
23 de Setembro de 2016 | Jornal da Ciência

O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) criou o Escritório de Boas Práticas Científicas (EBPC/ICB), associado ao Código de Boas Práticas Científicas, ambos aprovados pela Congregação do instituto em 6 de setembro de 2016.

Integram o EBPC/ICB os presidentes das Comissões de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e os Presidentes dos Comitês de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e de Ética no Uso de Animais do ICB, informou a área de Comunicação Institucional do ICB.

Entre as atividades do escritório está previsto o oferecimento de treinamento, suporte, aconselhamento e divulgação sobre boas práticas científicas aos envolvidos no processo de produção de ciência no ICB, como pesquisadores, alunos de graduação, iniciação científica, pós-graduação e técnicos de laboratórios. Também caberá ao escritório proceder a verificações e levantamento de indícios quando houver denúncias de possíveis desvios de condutas e práticas incorretas na atividade científica dos membros do instituto.

Segundo o diretor do ICB, Jackson Bittencourt, o Escritório de Boas Práticas Científicas cria “mecanismos legais, permanentes, previamente acordados e transparentes de verificar possíveis casos de má conduta em pesquisas realizadas no Instituto. Além disso, queremos criar a cultura da educação, prevenção, investigação e sanções quando forem necessárias”.

O Código de Boas Práticas Científicas da Fapesp estimula a criação de centros tais como o do EBPC/ICB, com o objetivo de reforçar na comunidade científica paulista, uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa mediante um conjunto de estratégias assentado sobre três pilares interdependentes: educação, prevenção, investigação e sanção justas e rigorosas.

O Código de Boas Práticas Científicas do ICB está disponível em www.icb.usp.br/infoicb/2016/codigodeboaspraticasICBUSP.pdf

A portaria de criação do EBPC/ICB está disponível no endereço www.icb.usp.br/infoicb/2016/portariaEBPC-doe.pdf.

Fonte: Jornal da Ciência

Vacina de DNA contra zika mostra eficácia em macacos
23 de Setembro de 2016 | Jornal da Ciência

Pesquisadora da UFRJ e grupo americano revelam que imunização com 2 doses da vacina desenvolvida deu proteção total a 17 de 18 primatas em experimento.

Uma nova candidata a vacina de DNA contra o vírus da zika, desenvolvida pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, mostrou alto nível de eficiência em testes com macacos.

Leia na íntegra: O Estado de S. Paulo

Fonte: Jornal da Ciência

Sem acordo, patrimônio genético do País corre risco
12 de Setembro de 2016 | Jornal da Ciência

O Brasil corre o risco de perder oportunidades de acesso a recursos genéticos para melhoria de sua agropecuária, de não ter sua biodiversidade investigada em busca de novos fármacos e até mesmo de se defender em casos de biopirataria se não ratificar o Protocolo de Nagoya, acordo internacional que ele mesmo ajudou a construir.

Leia na íntegra: O Estado de S. Paulo

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Fonte: Jornal da Ciência

Stop ignoring misconduct
31 August 2016 | Nature

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