Ministério da Saúde vai distribuir 3,5 milhões de testes rápidos de zika
26 de outubro de 2016 | Jornal da Ciência

Gestantes, crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser decorrentes do vírus terão prioridade para fazer o teste. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o teste também poderá ser feito em mulheres que queiram ter filhos, para saber se já tiveram ou não a doença

O Ministério da Saúde vai distribuir testes rápidos de diagnóstico de zika na rede pública do País. Os kits poderão identificar a infecção pelo vírus zika em 20 minutos. Gestantes, crianças de até um ano e pessoas com sintomas neurológicos que possam ser decorrentes do vírus terão prioridade para fazer o teste.

Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, o teste também poderá ser feito em mulheres que queiram ter filhos, para saber se já tiveram ou não a doença. “As pessoas poderão fazer os testes para decidir se vão engravidar ou não”, disse ontem (25) ao anunciar a medida.

O diretor de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, disse que os testes também poderão ser feitos em outros grupos. No entanto, em todos os casos a prescrição médica será necessária.

O kit é produzido pelo laboratório público Bahiafarma, ligado à Secretaria de Saúde da Bahia. Até o fim do ano, dois milhões de kits devem ser distribuídos para a rede pública de saúde em todo o País. E mais 1,5 milhão serão entregues até fevereiro de 2017. De acordo com Ricardo Barros, a distribuição será de acordo com a incidência da doença no País.

O diretor presidente da Bahiafarma, Ronaldo Dias, disse que o nível de confiança do teste é de 95%. O laboratório tem capacidade para produzir cerca de 750 mil kits por mês, e poderá fornecer o material a estados e municípios que fizerem compras independentemente do Ministério da Saúde. Cada teste custará ao governo federal R$ 34.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza em larga escala o teste PCR, que só detecta o vírus zika no período agudo da doença. No entanto, a detecção de uma infecção pregressa é importante para identificar se determinados sintomas atuais do paciente estão ligados ao vírus.

Microcefalia

De acordo com o ministro da Saúde, o número de novos casos de microcefalia diminuiu 85% em outubro na comparação com o mesmo mês de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, foram registrados 2.063 casos confirmados da malformação possivelmente relacionados à infecção congênita, como ocorre com o vírus zika.

Registro

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre de 2015, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão, no coração. Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika.

Agência Brasil

Cobaias dão lugar à nova geração de células em pesquisa
24 de outubro de 2016 | Jornal da Ciência

Todos os métodos alternativos validados mundialmente já foram aprovados para uso no País pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea)

Talita Marin recebe os visitantes em seu laboratório mostrando o que parece ser um pontinho preto na ponta de uma agulha. Nada muito impressionante; até ela dizer: “Esse aqui é um coração”. Não um coração completo, com átrios e ventrículos, mas uma esfera de células cardíacas humanas, que os cientistas buscam transformar em uma alternativa ao uso de animais para teste e pesquisa de medicamentos.

Veja o texto na íntegra: O Estado de S. Paulo

IN@SP estimula a inovação na universidade
24 de outubro de 2016 | Jornal da Ciência

Iniciativa da USP, o Business Innovation Network São Paulo se propõe a criar um espaço de discussão e cooperação entre empresas, universidades e setor público para estimular a inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico.  O evento reunirá profissionais e estudantes de 49 países entre os dias 7 a 9 de novembro

Empresários, pesquisadores, estudantes e profissionais das áreas de inovação de 49 países se reunirão em São Paulo em novembro para a sétima edição do Business Innovation Network São Paulo (BIN@SP). Promovido pela Universidade de São Paulo (USP), por meio da Agência USP de Inovação (Auspin), em parceria com as universidades do Porto, em Portugal, e de Sheffield, na Inglaterra, o evento se propõe a criar um espaço de discussão e cooperação entre empresas, universidades e setor público para estimular a inovação e o empreendedorismo no ambiente acadêmico. A ideia é que representantes de empresas de base tecnológica, parques de ciência e tecnologia, investidores e agências de desenvolvimento econômico compartilhem suas experiências, formem redes de colaboração e discutam soluções inovadoras para áreas de interesse comum.

“A inovação e o empreendedorismo precisam ser internacionalizados, e a melhor forma de fazer isso é reunir em um mesmo ambiente atores de culturas diferentes para interagir”, diz o físico Vanderlei Bagnato, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP e coordenador da Auspin.

O BIN@SP terá painéis, exposições de empresas com tecnologias desenvolvidas no âmbito do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fapesp e visitas guiadas a empresas incubadas no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), na cidade universitária. Já no Centro de Difusão Internacional da USP, a European and Latin American Business Services and Innovation Network (Elan) reunirá representantes de companhias brasileiras e de países europeus para discutir possíveis oportunidades de negócio. Mais informações.

Revista Pesquisa Fapesp

Falta de cuidado em artigos de revisão
Setembro 2016 | Pesquisa FAPESP

Os artigos de revisão, aqueles trabalhos científicos que organizam dados da literatura existente em uma determinada área do conhecimento, nem sempre são escritos com o cuidado necessário para evitar a citação de papers com dados incorretos ou com suspeita de má conduta. A conclusão é de um estudo realizado por pesquisadores da Suíça, França e Alemanha, publicado pela revista BMJ Open. Foram analisados 118 artigos de revisão publicados em 2013 em quatro periódicos da área médica: Annals of Internal Medicine, The British Medical Journal, The Journal of the American Medical Association e The Lancet.

Os pesquisadores investigaram se os autores haviam seguido seis procedimentos importantes para prevenir a inclusão de dados equivocados ou fraudados nos artigos de revisão. A conclusão é que em apenas metade dos trabalhos os autores adotaram três ou mais desses procedimentos capazes de detectar problemas.

Os procedimentos são os seguintes: cotejar resultados de papers citados com dados brutos de testes clínicos; entrar em contato com os responsáveis pelos artigos para ter acesso a resultados não publicados; avaliar se há publicações duplicadas sobre o mesmo achado; verificar se houve interferência dos patrocinadores nos artigos; analisar possíveis conflitos de interesse; e checar se as pesquisas descritas nos papers passaram por comitês de ética. Para verificar se as recomendações foram adotadas, os pesquisadores analisaram os artigos de revisão, em busca de relatos dos métodos utilizados, e entraram em contato com os autores para fazer perguntas adicionais.

O estudo observou que 11 dos 118 trabalhos de revisão não levaram em consideração nenhum dos procedimentos. Em 79 (66%), seus autores buscaram dados brutos; em 73 (62%), fez-se contato com autores dos papers originais; em 81 (69%), procuraram-se artigos duplicados e apenas em 5 (4%) foram analisados conflitos de interesse. Verificou-se também que somente três trabalhos de revisão (2,5%) checaram se os estudos revisados passaram por comitês de ética.

Os pesquisadores observaram que poucos autores de artigos de revisão denunciam sinais de má conduta que encontram durante a revisão da literatura. Sete autores admitiram ter incluído na revisão papers sobre os quais havia alguma suspeita, como sinais de plágio ou manipulação de imagens, mas apenas dois fizeram advertências no artigo de revisão. “Quando autores de revisão suspeitam de má conduta em algum artigo, parece que eles não sabem o que fazer com essa informação”, disse Nadia Elia, pesquisadora da Universidade de Genebra, na Suíça, e autora principal do estudo, ao site Retraction Watch.

Fonte: Pesquisa Fapesp

Anvisa abre consulta pública sobre lei que facilita importações e exportações de bens e produtos para pesquisa envolvendo seres humanos
23 de Setembro de 2016 | Jornal da Ciência

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública para colaborações sobre nova proposta para a lei que dispõe sobre os procedimentos para a importação e exportação de bens e produtos destinados à pesquisa científica ou tecnológica e à pesquisa envolvendo seres humanos.

O objetivo da proposta é simplificar tais procedimentos e unificar os regulamentos existentes sobre o assunto – a Resolução RDC nº 01/2008 e o capítulo XIX da Resolução RDC nº 81/2008. Como novidade, a proposta permite, por exemplo, o licenciamento automático para a importação de amostras biológicas humanas destinadas à pesquisa científica ou tecnológica e à pesquisa envolvendo seres humanos, se vinculadas ao CNPq.

O projeto propõe também a revisão e o esclarecimento de termos utilizados, como o que é uma Instituição Científica e Tecnológica (ICT), o que é o pesquisador a quem o texto se refere, o que é credenciamento (que é o ato pelo qual o CNPq autoriza o pesquisador ou ICT a importar), etc.

As contribuições podem ser enviadas até o dia 8 de outubro de 2016.

O link para acesso e contribuição/sugestões é o seguinte: http://portal.anvisa.gov.br/consultas-publicas#/visualizar/321590.

Veja aqui o texto completo sobre a proposta.

Fonte: Jornal da Ciência

ICB-USP cria Código e Escritório de Boas Práticas Científicas
23 de Setembro de 2016 | Jornal da Ciência

O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP) criou o Escritório de Boas Práticas Científicas (EBPC/ICB), associado ao Código de Boas Práticas Científicas, ambos aprovados pela Congregação do instituto em 6 de setembro de 2016.

Integram o EBPC/ICB os presidentes das Comissões de Graduação, Pós-Graduação, Pesquisa e os Presidentes dos Comitês de Ética em Pesquisa com Seres Humanos e de Ética no Uso de Animais do ICB, informou a área de Comunicação Institucional do ICB.

Entre as atividades do escritório está previsto o oferecimento de treinamento, suporte, aconselhamento e divulgação sobre boas práticas científicas aos envolvidos no processo de produção de ciência no ICB, como pesquisadores, alunos de graduação, iniciação científica, pós-graduação e técnicos de laboratórios. Também caberá ao escritório proceder a verificações e levantamento de indícios quando houver denúncias de possíveis desvios de condutas e práticas incorretas na atividade científica dos membros do instituto.

Segundo o diretor do ICB, Jackson Bittencourt, o Escritório de Boas Práticas Científicas cria “mecanismos legais, permanentes, previamente acordados e transparentes de verificar possíveis casos de má conduta em pesquisas realizadas no Instituto. Além disso, queremos criar a cultura da educação, prevenção, investigação e sanções quando forem necessárias”.

O Código de Boas Práticas Científicas da Fapesp estimula a criação de centros tais como o do EBPC/ICB, com o objetivo de reforçar na comunidade científica paulista, uma cultura sólida e bem arraigada de integridade ética da pesquisa mediante um conjunto de estratégias assentado sobre três pilares interdependentes: educação, prevenção, investigação e sanção justas e rigorosas.

O Código de Boas Práticas Científicas do ICB está disponível em www.icb.usp.br/infoicb/2016/codigodeboaspraticasICBUSP.pdf

A portaria de criação do EBPC/ICB está disponível no endereço www.icb.usp.br/infoicb/2016/portariaEBPC-doe.pdf.

Fonte: Jornal da Ciência