Ministro destaca a importância do Concea para o avanço científico do País
25 de agosto de 2016 | Jornal da Ciência

Gilberto Kassab participou da abertura da 33ª Reunião do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, em Brasília. Segundo ele, as decisões do órgão devem ser não apenas acolhidas, mas respeitadas

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, destacou nesta quarta-feira (24) a importância do trabalho desenvolvido pelo Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea) para as pesquisas científicas envolvendo o uso de animais de forma responsável. Na abertura da 33ª Reunião Ordinária do Concea, Kassab ressaltou que as decisões do órgão, que é vinculado ao MCTIC, devem ser respeitadas.

“Tenho uma profunda convicção, em especial nos dias de hoje, que esse conselho tem um papel muito importante para desempenhar no País. A representação aqui por cada um de vocês pesquisadores tem uma responsabilidade muito grande de trazer a voz e as posições, seja dos órgãos públicos ou das entidades, para fazer com que esse conselho possa, efetivamente, ter as suas decisões não apenas acolhidas, mas respeitadas”, afirmou.

O ministro lembrou a recente criação da Secretaria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT) no MCTIC para promover a interlocução entre os conselhos, como Concea e a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), e a pasta, e para contribuir para a gestão e a administração destes órgãos.

“A criação da Secretaria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia tem o objetivo de dar, cada vez mais, melhores condições administrativas para o trabalho de vocês, para que esses conselhos sejam mais eficientes e possam produzir mais para o Brasil avançar”, disse.

Métodos alternativos

Foi publicada nesta quarta-feira uma resolução normativa do Concea que reconhece o uso de métodos alternativos validados, como, por exemplo, testes in vitro de curta duração para danos oculares e de triagem para toxicidade reprodutiva, que tenham por finalidade a redução, substituição ou o refinamento do uso de animais em atividades de pesquisa.

Os métodos alternativos descritos na resolução encontram-se formalmente validados por centros internacionais, seguindo a orientação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês), e possuem aceitação regulatória internacional.

“A nossa motivação é fazer o Concea ser um bom espelho para o ministério. É o que a gente precisa para o avanço científico no País lembrando-se do bem estar animal”, afirmou a coordenadora do Concea, Monica Levy Andersen.

O secretário-executivo do MCTIC, Elton Zacarias, e o coordenador-geral da Secretaria do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia (CCT), Cláudio Trinchão, também participaram da reunião, que foi realizada em Brasília.

MCTIC

Fonte: Jornal da Ciência

Impactos do Marco Legal da Inovação serão discutidos em seminário na UFMG
25 de agosto de 2016 | Jornal da Ciência

Aberto ao público, com inscrição no local, o evento será nesta segunda-feira, 29

O conjunto de mudanças legislativas, que inseriram a inovação como objetivo permanente das instituições de ensino e pesquisa brasileiras, será objeto de discussão nesta segunda-feira, dia 29 de agosto, em seminário na Faculdade de Direito. Conhecida como Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, a lei nº 13.243/16 foi publicada em janeiro deste ano.

Aberto ao público, com inscrição no local condicionada ao número de lugares disponíveis, o seminário Marco legal da inovação e seu impacto nas universidades federais reunirá o ex-procurador geral na Universidade de Brasília, professor Davi Monteiro Diniz, e a professora Rubia Carneiro Neves, do Departamento de Direito e Processo Civil e Comercial da Faculdade de Direito da UFMG.

O evento será realizado no Salão Nobre da Faculdade, das 16h às 18h50, e abordará os temas Inovação como categoria jurídica constitucional e legal: a interação entre direito público e direito privado; Inovação e atividade acadêmica: possibilidades para docentes, servidores e discentes; Universidade federal e atividade empreendedora: empreendedorismo tecnológico e empreendedorismo social.

De acordo com a professora Rubia Neves, “além de autorizar a União e os estados a fomentarem a inovação, a mudança ampliou as possibilidades de interação das universidades federais com a sociedade, tanto no setor público como no setor privado”.

A apresentação Universidade e inovação, de Davi Diniz, discutirá as novas possibilidades de interação das universidades federais com parceiros públicos e privados, em torno da inovação.

Com o tema Universidade e empreendedorismo, a apresentação de Rubia Neves vai se concentrar nas oportunidades que o Marco Legal trouxe para estimular as relações entre universidades e empreendimentos inovadores, nos campos tecnológico e social, especialmente a partir da incubação de empresas. A professora coordena o Projeto Prática Jurídica – CTIT/Inova da UFMG.

Assessoria de Imprensa – UFMG

Fonte: Jornal da Ciência

“Pílula do câncer” é testada em seres humanos
23 de Agosto de 2016 | Jornal da Ciência

Os primeiros testes com a fosfoetanolamina mostraram que ela não é tóxica para os seres humanos, mas mostraram também que ela não tem eficácia maior que outros medicamentos que já existem e são usados no tratamento do câncer, aponta o ex-ministro da Saúde, Humberto Costa. Instituto do Câncer do Estado de São Paulo e parceria entre Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da UFC e pelo Instituto Nacional de Câncer do Rio de Janeiro conduzem os estudos clínicos

Simples Placebo ou droga realmente eficaz no combate ao câncer? Vinte anos depois de ser sintetizada e começar a ser distribuída pelo químico Gilberto Chierice no interior de São Paulo, a fosfoetanolamina, composto de nome complicado que se tornou sinônimo de polêmica, finalmente é posta à prova em humanos de acordo com padrões reconhecidos pelo governo e instituições de pesquisa.

Dois estudos clínicos conduzidos por entidades respeitadas no setor de oncologia estão dando os primeiros passos. Um deles, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), é financiado pelo governo daquele estado. O outro, com financiamento dos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, é feito em parceria pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM-UFC) e pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), com sede no Rio de Janeiro.

— A questão mais crítica em relação à fosfoetanolamina é que ela não foi produzida, encapsulada e distribuída aos pacientes seguindo as práticas laboratoriais, farmacêuticas e clínicas — avalia a coordenadora de Pesquisa e Educação do Inca, Marisa Dreyer.

Segundo ela, se desde o começo da produção do composto esses procedimentos tivessem sido seguidos, “já teríamos encontrado com segurança respostas a todas as perguntas”.

Os dois estudos obedecem a um protocolo aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por liberar a utilização e comercialização de medicamentos no País.

A primeira fase, chamada pré-clínica, tem testes in vitro (com células humanas ou de animais em laboratório) e experimentos in vivo (com animais como camundongos). Um dos principais objetivos nessa etapa é verificar a segurança (não toxicidade) da droga.

Esse estágio foi dispensado na pesquisa do Icesp pelo fato de a fosfoetanolamina vir sendo ministrada há anos a pacientes com câncer. Mesmo assim, o estudo iniciado no final de julho começou pela fase clínica 1, que visa testar a segurança da droga na ingestão das pílulas por seres humanos. Os primeiros resultados da fase atual devem sair em dois meses, mas todas as etapas da pesquisa previstas para antes da comercialização podem levar cerca de dois anos.

No caso do estudo financiado pelos ministérios, a fase pré-clínica, na Universidade Federal do Ceará, ocorreu no fim do ano passado e a avaliação com humanos pode começar este mês.

No dia 16, o Ministério da Ciência e Tecnologia divulgou os resultados de pesquisa sobre os efeitos da fosfoetanolamina em camundongos com melanoma. O estudo indicou que a substância foi capaz de reduzir o tumor, mas com efeito menor que a ciclofosfamida, já usada na quimioterapia contra o câncer.

Origem

A fosfoetanolamina foi sintetizada no Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), há cerca de 20 anos, pelo professor Gilberto Chierice. A substância tem sido usada sem autorização da Anvisa e vinha sendo distribuída de forma gratuita no campus da universidade em São Carlos.

Em 2014, a entrega foi suspensa depois que uma portaria do governo determinou que substâncias experimentais deveriam obter todos os registros antes de serem liberadas à população.

O assunto ganhou repercussão. Em setembro de 2015, o Senado entrou nas discussões, com pronunciamentos de senadores e audiências públicas.

Nos debates, que contaram com Chierice e diversos especialistas, as posições divergiram. Alguns pesquisadores relataram casos de regressão do câncer pela substância. Outros apontaram a necessidade dos estudos controlados em humanos.

No Congresso, Ivo Cassol (PP-RO) é um dos maiores defensores da fosfoetanolamina. Em pronunciamento em 14 de abril, o senador saudou a sanção da Lei 13.269/2016, que autorizou o uso da substância por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna antes do registro pela Anvisa.

No entanto, a aplicação da lei foi suspensa em maio pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao deferir ação direta de inconstitucionalidade proposta pela Associação Médica Brasileira (AMB). A entidade sustentou que, diante da ausência de testes em seres humanos, a liberação do medicamento é incompatível com direitos constitucionais à saúde, à segurança e à vida.

Para Humberto Costa (PTPE), ex-ministro da Saúde, a realização dos testes é justa, já que há depoimentos apontando a redução de sintomas com o uso da substância. O senador ressalta, porém, que não pode haver comercialização sem as pesquisas clínicas.

— No caso da fosfoetanolamina, os primeiros testes mostraram que ela não é tóxica para os seres humanos, mas mostraram também que ela não tem eficácia maior que outros medicamentos que já existem e são usados no tratamento do câncer. 

Fonte: Jornal da Ciência

Antígeno contra zika será testado pela primeira vez em humanos
21 de julho de 2016 | Jornal da Ciência

O teste será feito pela Universidade Laval, em Quebec, no Canadá

A Universidade Laval, em Quebec, no Canadá, anunciou no dia 19 de julho que vai realizar o primeiro teste do mundo em seres humanos de uma vacina contra o zika, enquanto autoridades de saúde lutam para combater vírus que se espalha rapidamente. “Estamos muito orgulhosos de fazer parte da primeira equipe internacional do mundo a completar todas as etapas do processo de regulamentação”, disse Gary Kobinger, doutor em microbiologia e professor de medicina na universidade, que está supervisionando o estudo.

Veja o texto na íntegra: Site UAI