Kid co-authors in South Korea spur government probe
Fevereiro de 2018 | nature

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Radiografia das retratações no mundo
Fevereiro de 2018 | Pesquisa FAPESP

008 boas-praticas 264 info01-300x166Lançado em 2010 pelos jornalistas norte-americanos especializados em ciência Adam Marcus e Ivan Oransky, o site Retraction Watch tornou-se uma fonte de informação sobre a ocorrência de casos de má conduta científica no mundo. Sua especialidade são as retratações de artigos científicos, ou seja, o cancelamento de papers após a publicação devido à descoberta de fraudes ou erros. A novidade é que o acervo de informações do site começa a abastecer estudos sobre a correção da literatura científica. Um artigo publicado em janeiro na revista Scientometrics analisou 1.623 retratações divulgadas entre 2013 e 2015 com base em parâmetros como país de origem, área do conhecimento e causa da retratação. O trabalho foi coordenado por Sonia Vasconcelos, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em coautoria com sua aluna de mestrado Mariana Ribeiro no Programa de Educação, Gestão e Difusão em Biociências do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis.

Observou-se que as retratações divulgadas no site estavam distribuídas por 71 países, mas a análise teve como foco as 15 nações responsáveis pela maior parte (85%) dos casos (ver quadro). Em comum, são países bastante produtivos em termos de publicações científicas. O Brasil não figura nessa lista, apesar de em 2015 ter ficado em 13º lugar no ranking das nações com maior número de artigos indexados na base de dados SCImago Journal & Country Rank. Segundo Sonia Vasconcelos, a ausência do país provavelmente se deve ao fato de a quantidade de artigos brasileiros no PubMed, banco de dados com a literatura da área biomédica, ser mais baixa que a de outros países.

A pesquisa mostra que as ciências biomédicas, médicas e clínicas responderam por mais de 60% do total de retratações entre 2013 e 2015. As chamadas ciências duras, como a física, representaram 17% das retratações; áreas multidisciplinares, 12%, e ciências humanas e sociais, 8%. Sonia chama a atenção para o fato de que o Retraction Watch tende a publicar mais notícias sobre casos nas ciências biomédicas pela maior familiaridade dos criadores do site com essas áreas. “Também não podemos ignorar que, historicamente, as áreas biomédicas vêm sendo as mais ativas no âmbito das ações em integridade científica e ética em pesquisa”, diz. As ciências humanas e sociais tiveram uma quantidade de retratações (118) menor que a de outros campos. Mas 58% delas se referiram a casos de má conduta científica, uma proporção superior à observada nas demais disciplinas. Segundo Sonia Vasconcelos, isso pode ser parcialmente explicado pela existência de pesquisadores de ciências humanas e sociais reincidentes, cada um deles com vários artigos retratados por deslizes éticos.

Cada paper retratado discutido no Retraction Watch foi creditado a apenas um país, aquele a que pertence o autor correspondente, em geral responsável pelo conjunto dos resultados. Juntos, Estados Unidos e China representaram cerca de 41% do total de retratações, com 376 e 283 artigos cancelados, respectivamente. Os Estados Unidos também tiveram o maior número de retratações por má conduta (225), seguidos por Japão (75) e Índia (61). Um caso peculiar foi observado no Japão: apenas dois autores, o endocrinologista Shigeaki Kato, ex-pesquisador da Universidade de Tóquio, e o cirurgião Yoshitaka Fujii, da Universidade de Toho, foram responsáveis por 28 e 20 retratações, respectivamente – isso representa 48% de todos os casos japoneses no período analisado.

008 boas-praticas 264 info02-300x225Sonia observa que o Retraction Watch exibe apenas uma fração das retratações, aquelas relacionadas a periódicos de maior prestígio, indexados em bancos de dados internacionais. Para ampliar seu alcance, o site criou no ano passado um banco de dados abrangente, com uma cobertura mais ampla que a oferecida pelo acervo de notícias. “Essa base ajudará a ampliar a compreensão sobre o cenário de correção da literatura científica e permitirá um aprofundamento das considerações que fizemos no artigo publicado em janeiro”, afirma Sonia. Em nota publicada em agosto de 2017, a equipe do Retraction Watch informou que o banco de dados já havia catalogado aproximadamente 8 mil retratações. Estima-se que esse número chegue a 15 mil nos próximos meses.

Práticas questionáveis
No estudo publicado na Scientometrics, as autoras identificaram que 47% das retratações foram causadas por formas mais graves de má conduta científica, como fraudes e manipulação de dados. Já erros em que não há indícios de má-fé dos autores foram responsáveis por 11% dos cancelamentos. Também houve registro de práticas questionáveis que nem sempre caracterizam má conduta. “Mas algumas delas colocam em risco a confiabilidade do artigo, como, por exemplo, distorções na atribuição de autoria e conflitos de interesse não declarados”, explica Mariana Ribeiro.

As autoras alertam que os resultados podem ter vieses. “A predominância de casos de má conduta pode significar que o Retraction Watch discute muito mais episódios motivados por falhas graves ou intencionais, porque isso atrai maior atenção dos leitores”, explica Sonia. Mesmo assim, diz ela, o estudo reflete um cenário já indicado em trabalhos anteriores. Outro estudo, publicado na Scientometrics em 2013, mostrou que a porcentagem de todas as retratações envolvendo alegações de má conduta cresceu de 55%, do total em 2007, para 71%, em 2010.

Embora o Brasil não tenha sido contemplado na análise, em um estudo publicado em 2016 na revista Science and Engineering Ethics, Sonia e outros autores mostraram que houve crescimento no número de casos de má conduta científica detectados envolvendo autores brasileiros nos últimos anos (ver Pesquisa FAPESP nº 240). O trabalho analisou mais de 2 mil papers indexados na biblioteca virtual brasileira SciELO e na base de dados latino-americana de informações em ciências da saúde (Lilacs) entre 2009 e 2014. Ele indicou que as retratações estão em ascensão nas duas bases de dados: entre 2004 e 2009, foram identificadas de uma a duas retratações por ano; já entre 2011 e 2012, a média subiu para sete. O plágio foi a principal razão para as retratações dos artigos brasileiros, sendo responsável por 46% do total.

Fonte:  Pesquisa FAPESP

Renúncia no conselho editorial
Janeiro de 2018 | Pesquisa FAPESP

Dezenove pesquisadores, na maioria ligados à Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, abandonaram em novembro o conselho editorial da revista Scientific Reports, publicada pelo grupo Springer Nature. A renúncia foi um protesto contra a decisão da revista de não retratar um artigo que descreve um método de identificação de sequências reguladoras de DNA sobre o qual pesa uma acusação de plágio. Segundo o biomédico Michael Beer, da Johns Hopkins, o trabalho reproduz de forma disfarçada trechos de um artigo de sua autoria publicado em 2014 na PLOS Computational Biology e apresenta equações idênticas às que ele desenvolveu para o algoritmo de um software. Em vez de retratar o artigo, a revista optou por republicá-lo, dando mais crédito ao trabalho de Beer. Um dos autores do paper acusado é Liu Bin, do Instituto de Tecnologia Harbin, em Shenzhen, China, que também faz parte do conselho editorial da Scientific Reports.

De acordo com Richard White, editor da publicação, “as imprecisões e ambiguidades do artigo não justificam sua retratação”. Steven Salzberg, pesquisador da Universidade Johns Hopkins que conclamou seus colegas a renunciar, diz que ficou muito desapontado com a postura do periódico. “Quando um estudante comete plágio, não lhe damos a chance de revisar e republicar seu trabalho. Ele é alvo de sanções disciplinares fortes, que podem chegar à expulsão. A Scientific Reports está dando um exemplo muito ruim.”

Fonte:  Pesquisa FAPESP

A marca do escândalo na carreira
Janeiro de 2018 | Pesquisa FAPESP

Um grupo de pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mensurou o prejuízo que a retratação de um artigo científico causa à reputação de seus autores. De acordo com um trabalho publicado na revista Research Policy, um ano depois da retratação há um decréscimo médio de 10% na taxa esperada de citações dos outros papers publicados pelos mesmos autores. Se for evidente que o artigo foi cancelado não por erro, mas por má conduta, a queda na taxa de citações pode chegar a 20%, especialmente na produção científica de pesquisadores de renome e alta produtividade.

“A pergunta que fizemos foi: será que as retratações desencadeiam no âmbito individual algum tipo de mecanismo de infecção por meio do qual o autor é punido ou desacreditado por ter sido desonesto ou incompetente?”, disse ao site do MIT o economista Alessandro Bonatti, professor da MIT Sloan School of Management, que escreveu o trabalho juntamente com Pierre Azoulay, também do MIT, e Joshua Krieger, da Harvard Business School. “Constatamos que esse mecanismo de fato existe e se manifesta por meio das citações”, conclui Bonatti. Segundo ele, a comunidade científica aparentemente reavalia o conceito dos pesquisadores após um episódio de retratação, fazendo menos menções a seus trabalhos em novos artigos.

Para chegar a essa conclusão, a equipe do MIT e de Harvard analisou a produção científica de 376 pesquisadores norte-americanos do campo das ciências da vida que publicaram trabalhos, mais tarde retratados, entre os anos de 1977 e 2007. O desempenho deles, em termos de citações, foi comparado com o de um grupo de controle formado por 759 pesquisadores que não sofreram retratação e haviam publicado trabalhos nas mesmas edições dos periódicos em que ocorreram as retratações do primeiro grupo. É certo que artigos científicos têm um declínio natural no número de citações à medida que o tempo passa. O estudo mostrou, contudo, que os artigos ainda válidos dos pesquisadores tiveram um decréscimo adicional de 10% nas citações após o episódio da retratação, que não se relaciona com o processo de obsolescência dos artigos. O trabalho publicado na Research Policy utilizou a mesma base de dados de uma pesquisa de 2014 do mesmo grupo, segundo o qual escândalos causados por retratações têm impacto negativo em artigos sobre temas correlatos, ainda que assinados por outros autores (ver Pesquisa FAPESP nº 202).

Fonte: Pesquisa Fapesp

Denúncias anônimas e desculpas frágeis
Dezembro de 2017 | Pesquisa FAPESP

A revista Oncogene, editada pelo grupo Springer Nature, publicou em outubro um editorial condenando dois comportamentos recorrentes que tumultuam a investigação de fraudes ou falsificações em artigos científicos. Um deles é o costume de denunciar suspeitas de má conduta de forma anônima, em geral por meio de cartas ou e-mails assinados com pseudônimos. “Há razões legítimas para a proteção do anonimato de denunciantes e os detalhes não são revelados às partes envolvidas durante as investigações. Mas é importante que o denunciante se identifique para o editor quando a acusação é feita”, escreveram Justin Stebbing, editor-chefe da revista e pesquisador do Imperial College de Londres, e David Avram Sanders, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos. “Isso não significa que denúncias anônimas devam ser ignoradas. Elas devem ser avaliadas em seus méritos. Mas a cultura do anonimato é inconsistente com os valores do empreendimento científico e clínico e precisa ser desencorajada.”

A dupla de editores também criticou de forma áspera e irônica as respostas evasivas que muitos autores dão aos pedidos de esclarecimento motivados por alguma suspeita ou incongruência encontrados em artigos publicados. Stebing e Sanders compilaram uma lista das desculpas mais frequentes. A mais comum é negar a existência do problema mesmo quando as evidências de que uma imagem tenha sido duplicada sejam esmagadoras. Essa estratégia tem nuanças: também há autores que, sem desqualificar totalmente a denúncia, tentam convencer os editores de que imagens obviamente duplicadas não são idênticas e que há pequenas diferenças entre elas, como em um jogo dos sete erros.

Outra resposta frequente, que os autores batizaram de “meu cachorro comeu os dados”, envolve dizer que não há mais como tirar a dúvida porque os dados originais se perderam. Essa desculpa, diz o editorial, pode eventualmente ser válida. “Mas algumas vezes a manipulação é tão evidente que a falta dos dados originais não é circunstância atenuante.” Também é frequente tentar se livrar da culpa atribuindo o problema à inexperiência de pesquisadores juniores ou à falta de familiaridade com padrões de qualidade de colaboradores de outros países, ou então argumentar que a duplicação de dados não compromete os resultados do artigo. Nenhuma delas, contudo, reduz o impacto do erro ou exime o autor de suas responsabilidades.

Por fim, também há quem se faça de vítima e atribua a denúncia à perseguição anônima. “Talvez seja verdade, mas é irrelevante”, avalia o editorial. Afinal, não é porque o pesquisador virou alvo de um desafeto que a fraude ou a falsificação que cometeu se tornará aceitável.

Fonte: Pesquisa FAPESP

Um plano para promover a integridade
Novembro de 2017 | Revista FAPESP

O Instituto Karolinska, em Estocolmo, Suécia, apresentou um balanço do primeiro ano de implementação de um plano concebido para corrigir falhas que colocaram em risco a integridade da pesquisa na instituição, uma das mais respeitadas da Europa e conhecida por selecionar os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia. Um dos pilares da estratégia envolve as rotinas administrativas para o recrutamento de pesquisadores, com a introdução de mecanismos redundantes para obter referências e verificar os dados registrados em currículos de candidatos. A responsabilidade por apurar casos de má conduta passou a ser dividida pela vice-chancelaria e o escritório jurídico da instituição, com o apoio de um especialista designado para coordenar a investigação.

O plano se baseou em recomendações feitas por uma auditoria interna e por um relatório produzido por um investigador independente, o jurista Sten Heckscher, a respeito de um caso de má conduta envolvendo o cirurgião italiano Paolo Macchiarini, pioneiro em transplantes de traqueia. As investigações concluíram que o médico divulgou informações inverídicas em seu currículo e publicou dados enviesados sobre o desempenho dos transplantes em sete artigos científicos. A instituição foi criticada por manter o pesquisador em seus quadros mesmo quando já havia evidências de má conduta, por omitir-se na aplicação de regulamentos e no monitoramento de dados de pesquisa e por cometer falhas no processo de recrutamento. Três membros da direção do Instituto Karolinska renunciaram no ano passado em razão do escândalo.

Macchiarini foi contratado em 2010 com dupla função: a de professor visitante do Instituto Karolinska, encarregado de conduzir pesquisa básica sobre células-tronco, e a de cirurgião no hospital de ensino da instituição. O italiano propunha testar uma cirurgia experimental utilizando traqueias artificiais recobertas com células-tronco extraídas dos pacientes. A técnica foi aplicada em 2012 em três pacientes que já haviam esgotado outros recursos terapêuticos e os resultados foram desanimadores: apenas um deles sobreviveu e, mesmo assim, está hospitalizado até hoje.

Em 2013, o hospital de ensino interrompeu os transplantes e dispensou Macchiarini, que seguiu trabalhando apenas como pesquisador no Karolinska. Ele anunciou, então, que levaria adiante as cirurgias com traqueias artificiais em uma escola de medicina em Krasnodar, na Rússia, e recebeu autorização da instituição sueca para essa atividade.

Em 2014, Macchiarini enfrentou a primeira acusação de má conduta feita por um pesquisador belga, mas acabou inocentado pelo instituto. Em seguida, foi acusado em duas ações diferentes de publicar dados enviesados em sete artigos científicos, descrevendo de forma parcial o estado pós-operatório de pacientes e a funcionalidade dos transplantes. Os acusadores trabalharam no hospital de ensino com o cirurgião e alguns deles eram coautores dos papers sob suspeita. Uma análise do caso feita por Bengt Gerdin, professor emérito da Universidade de Uppsala, concluiu que havia indícios de má conduta científica, mas ainda assim o italiano foi absolvido, com a ressalva de que suas pesquisas não haviam cumprido os padrões de qualidade exigidos pela instituição. No final de 2015, o contrato de Macchiarini no Instituto Karolinska foi renovado.

O caso ganhou contornos de escândalo no início de 2016, quando a revista norte-americana Vanity Fair publicou um perfil de Macchiarini mostrando que ele inflou seu currículo com cargos de prestígio em universidades que, na verdade, nunca ocupou. Ao mesmo tempo, um documentário exibido na televisão sueca mostrou como pacientes transplantados sofreram e morreram depois da cirurgia e levantou questões sobre os cuidados e a ética dos experimentos. Um dos casos reportados foi o de uma jovem operada no hospital da Rússia, que morreu. Na Suécia, ela não seria elegível para a operação experimental por não correr risco de vida.

Em fevereiro, o Instituto Karolinska decidiu abrir uma ampla investigação independente sobre a conduta do pesquisador. O biólogo Urban Lendahl renunciou à função de secretário do Comitê Nobel no Karolinska por estar sendo investigado. O vice-chanceler Anders Hamsten pediu demissão ao anunciar que um novo inquérito havia sido aberto, com base em indícios de que o cirurgião teria falsificado dados sobre um transplante pioneiro realizado na Islândia que embasava vários de seus artigos científicos. O pró-reitor de pesquisa Hans-Gustaf Ljunggren também deixou o cargo. Só então Macchiarini foi demitido.

Comitê de ética

Os responsáveis pela aplicação do plano de ação dizem que a tarefa está levando mais tempo do que o previsto. “Começamos a implementar algumas medidas, melhorando a comunicação dentro do instituto e investigando o ambiente dos laboratórios, mas ainda há muito o que fazer”, disse ao site Science Business a vice-chanceler assistente do instituto, Karin Dahlman-Wright, que é professora de endocrinologia molecular da instituição. Uma das propostas que ainda não saiu do papel é a organização de um comitê de ética, encarregado não de investigar casos de má conduta, mas de atuar na promoção de boas práticas na instituição – seus membros serão indicados em breve. “Esse é um elemento vital para promover uma sólida plataforma ética e será implementado logo”, disse Dahlman-Wright.

Desde 2010, está disponível um sistema eletrônico para registro de dados de pesquisa, cuja utilização, contudo, não era obrigatória – a partir do ano que vem será. A divisão de responsabilidades entre o instituto e seu hospital foi aperfeiçoada. Agora, respondem de forma solidária pela integridade das pesquisas clínicas o gestor do hospital de ensino, o líder do projeto no Instituto Karolinska e o chefe do departamento ao qual ele está vinculado.

O treinamento de líderes é outro foco do plano. Chefes de departamento e gestores terão de fazer um curso obrigatório sobre ética e governança a partir de 2018, baseado em diretrizes que ainda estão sendo definidas. Outros tipos de treinamento serão implementados. Os novos pesquisadores e funcionários terão à disposição cursos de curta duração com foco em ética e gestão de dados de pesquisa. Um website com linguagem simples sobre regulamentos e boas práticas deverá ser criado para nortear o trabalho no instituto.

Ao tomar posse como novo vice-chanceler, no final de setembro, o neurocientista Ole Petter Ottersen resumiu os desafios do Instituto Karolinska. “Há coisas fantásticas acontecendo na nossa instituição, como a construção de edifícios e a consequente abertura de novas oportunidades em pesquisa e educação. Mas os pré-requisitos para a excelência em pesquisa e educação são uma boa cultura de trabalho e a consciência ética”, disse, segundo consta no site do instituto.

Fonte:Revista FAPESP